Captar nasceu.

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Ficou pronta a HQ que fiz em parceria com Thobias Daneluz e que vamos lançar na Comic Con Experience!!
É um filho que nasce? Não sei, nunca tive um filho… Mas é uma sensação boa demais sabe..
Como se… Como se o quê?
É como se algo muito legal acontecesse e você não sabe direito como vai ser, o que vão achar, se realmente ficou bom ou se só você acha isso…É como cortar o cabelo num estilo diferente do que você sempre usa!
Não… Cortar o cabelo não é pura emoção.. Espera um pouco! É isso aí! É sim, como cortar o cabelo, pois a emoção chega após você se encontrar com as pessoas e elas notarem você de uma maneira diferente, se surpreenderem com você.
Então a sensação só termina quando chega em alguém.
Enquanto isso não acontece fico aqui numa ansiedade tremenda.

Participei de uma mesa redonda sobre Quadrinhos no R Misto em Bauru, evento que é feito pelos alunos da UNESP.
Estava ao lado do grande amigo Luciano Salles, que está lançando sua L’Amour pela editora Mino, também tava o Rafa Oliveira e o Daniel Batista.
Para ser sincero, acho que falei muito mal, engasgando e muito sem jeito. Vi que não tenho jeito nenhum para falar em público e fiquei bem nervoso na hora…

Precisava melhorar isso… Ou parar de falar em público.

“Captar” chegou da gráfica no mesmo dia do evento. Não resisti e levei alguns exemplares pro R Misto para já vender para o pessoal que se interessasse.
Na mesa redonda apareceram bons amigos para ouvir e conversar.
Um deles é o grande André Turtelli. Veterano meu do curo de Design.
Ele e o Renato Quirino estão com um projeto FODA no Catarse que já está com 200% de apoio. Sucesso total!!
E agora eu aprendi a falar direito o nome: Aokigahara!

Conversamos por lá, ele comprou “Captar”.

Sábado corro pra Sampa ver o lançamento de L’Amour na Gibiteria.
Domingo à tarde me encontro sozinho em São Paulo. Saio de casa para caminhar.
No meio do caminho recebo uma mensagem do André:

“E aí Camilo, beleza? Foi bem bacana a mesa redonda lá, hein! Parabéns!

Acabei de ler sua HQ. Li de pé, na cozinha enquanto esperava o café coar. Comecei despretensioso, li a primeira historias, do Thobias, sem texto, rapidinho (gostei bastante, por sinal) e decidi conferir só a primeira página da sua para depois sentar com o café e ler com calma. Ledo engano. Só parei quando acabei.

A história me encheu os olhos das diversas formas que se tem para enchê-los, pela beleza, pela temática e pela sensibilidade. Por uma coincidência, quando acabei de ler e olhei eram as tais das quatro e meia da tarde, estava sozinho em casa e num domingo (esse dia que é só ele), o primeiro depois que eu decidi sair de um emprego fixo para tentar fazer outras coisas da vida, coisas que me motivassem mais nesse momento. Acabei de ler com um sorriso no rosto e um suspiro de “é isso aí, vamos lá…”..

Obrigado por essa história, além estar incrível, apareceu no melhor momento possível, como acredito que tudo nessa vida.

Grande abraço!”

O André acabou com minha caminhada. Acabou de uma maneira muito positiva, mas eu não conseguia mais correr enquanto soluçava um choro de felicidade.
Me emocionei demais com isso.
Esse tipo de retorno dá um ânimo absurdo em relação a persistir no sonho, continuar correndo atrás do que acho que tô fazendo direito.
E vamos nós.

Agora para encher mais os olhos segue a arte que o Vini Santos fez para entrar na HQ.

vini

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