Sol.

Tive insolação… De novo.
Foi a segunda vez no ano que me deu essa merda… É ruim demais… E eu fui muito burro de ter deixado isso acontecer novamente.

Andei demais debaixo do Sol bauruense, fui a pé até a República Irmandade Encarnada e lá comecei a passar mal. Cabeça parecia estar fora do corpo. E esse corpo estava quente.
Dia quente. E quem te diz numa hora dessas que você está sob uma insolente insolação?
”Cê tá com fraqueza porque cê come muito pôco…” o Vini me diz.
”É nada cara… Comi um monte já…”
”Ahhhhh… Bebe essa coca estralada… E come feijão…”

Bebi. Comi.
Mas ainda tava muito ruim.
Indo embora pra São Manuel eu nem vi a viagem passar. Passou.
Um pouco antes de me dar febre eu tava tirando uma música no violão.
Biscate. Do Chico.
E são muitos acordes que compõem essa canção.
A noite começa dormindo, mas lá pelas 4 da madrugada acordo tremendo bastante.
E começo a delirar.
Acho que foi a primeira vez que delirei com febre.
E eis que os acordes me acordam num delírio febril e não param de correr pela minha cabeça. Eu lá todo ruim, indo pro hospital tomar soro e a música e os acordes não me deixando relaxar.
F#m7(b5) Fm6 C/E A7/E D7 Dm6 C6 C7
“… Se eu ganhar algum vendendo mate…”

Foi bizarro.
Hoje voltando a pegar a música, pareceu-me ter sentido um calor subindo pelo pescoço.

Vamos pra Bahia, dengo
Vamos ver o Sol nascer
Vamos sair na bateria
Deixe de chilique, deixe de siricotico

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