Arte de produzir efeito sem causa.

Hoje emprestei a “Arte de Produzir Efeito sem Causa” do Lourenço Mutarelli pra Lá.E assim sendo uma função que o livro possui, me lembrou algumas passagens do livro e passagens da minha vida enquanto lia o livro.

Lembrei algo que não gostaria de deixar de escrever, portanto venho por meio do blog registrar isso.

Comprei o livro numa livraria do Shopping de Bauru…Shopping é muito chato e as coisas são bem caras…se bem que aquele Chá do Rei do Matte eu não nego em nenhum lugar.

Entrei na livraria e fui direto procurar coisas do Mutarelli e lá tinha alguns livros, entre eles, uma edição d’Arte de Produzir Efeito sem Causa…apenas um livro.Agarrei-o.Quando vi, ele tinha uns defeitos…Meio borrado em algumas partes e parecia meio que mal alinhado…As páginas eram tortas vendo o livro meio de lado.Estava com uma etiqueta arrancada na frente onde permaneceram marcadas a cola e um pedaço da etiqueta ainda no livro.

Não era nada demais,e eu tinha que levar.Eu comentei com o vendedor isso e ele disse preu levar esse e quando chegasse um exemplar novo era só eu passar pegar e trocar.
Falei tudo bem, mesmo achando uma puta frescurinha da minha parte e me sentindo até meio envergonhado.

Levei o livro pra casa e fiquei acho q um mês ou um pouco mais com ele…Lia que nem doido todos os dias, foi muito bom…
Até que me ligam dizendo preu voltar pegar o “novo” livro lá na tal livraria.
Vou.Chego e explico a história pruma moça que tava trabalhando lá que não estava a par da história e então ela me diz: “Puxa!Como alguém deixou você levar esse livro com tantos defeitos assim?” Falou em tom satírico, zombando de mim.Mas na boa.
Troquei.

Continuo dando uma olhada nos outros livros, já com o meu “perfeitinho” na mão quando então vejo a moça colocando o meu defeituoso na prateleira…

Foi muito triste sabe…Eu parei e fui lá olhar pra ele.Ele tava lá…do mesmo jeito que passou todos os dias junto de mim em casa…Senti que aquele livro me conhecia melhor do que todos naquela livraria…E ele ainda colocado de lado, eu podia ver todo o seu jeito desalinhado de ser…Poxa…foi muito triste.Faltou coragem pra pedir pra devolverem meu livro defeituoso.

Eu fiz essa troca dos livros enquanto eu estava no meio da história d’Arte de Produzir Efeito sem causa…O livro não acabou tão bem assim.
Talvez se fosse no outro exemplar a coisa melhoraria…Espero que alguém tenha lido no meu defeituoso.Que não é mais meu.

Que coisa né?

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Mutarellando.

Frases sem profundidade alguma.Diferente do Mutarelli.

Projetos legais acontecendo.
Logo posto novidades.

O que você leu de Mutarelli hoje?
Pergunta que se deve fazer todo dia.

NDesign, alagamento e frio.

AHHHHHHHHHHHHH!!!
O N Design…Poorrra!Foi tenso…
Nunca vi um frio igual…

Bom, eu resolvi ir pro N quando fiquei sabendo que o Grampá e o Coutinho iriam…Resolvi ir.Iria ser legal além disso ver qualé que era essa de design.

Fui.O Grampá mesmo me disse que teria sido mais fácil se eu fosse pra São Paulo vê-los do que ir pra Curitiba…hahaha…realmente era…

Mas o mais legal foi que conversei bastante com os dois Rafas, e eles são muito gente boa!
Simpaticíssimos…cara,me surpreendi com eles…Me trataram como um amigo mesmo…Foi bacana demais.

O que eu mais gostei do N….eu acho, foi que quando eu me apresentei pro Grampá ele disse: “Ah!Tu que é o Camilo Solano??Pô eu tô ligado qualé que a tua cara, já entrei no teu blog várias vezes…”
Na boa?Valeu a viagem,valeu a canseira…o Grampá me conhece.

Se eu estou fazendo um trabalho legal ou não…eu ainda não sei dizer, mas já estou sendo notado.

Alegria.

Harvey Pekar.

Muita coisa pra falar…Muito tempo sem postar…Mas por enquanto, apenas Harvey Pekar.

Há alguns dias atrás sonhei que estava frente à frente com Robert Crumb que me olhava com um olhar de desaprovação por eu ser um idiota e eu cada vez mais querendo provar o contrário pro Crumb e então minha voz começa a ficar rouca e a falhar e eu começo a dizer que sou como o Harvey Pekar, eu sou legal, não sou idiota como ele está pensando…Por fim no sonho me transformo no Harvey Pekar.
Acordo, esqueço que sonhei e começo meu dia normal…Tem um monte de revistas no caminho do quarto para a sala, e já fazem dias que estão lá…meses…Eu vejo uma no meio de muitas que tem uma desenho do Lanterna Verde, é a parte de trás da capa.Pego.É a revisa Wizard…uma edição velha que eu já estava cansado de folhear…mas fazia tempo que não a abria.Abro.Encontro uma entrevista exclusiva com Harvey Pekar…Leio ela toda(de novo), e é muito boa mesmo.
Paro e penso que eu gostaria muito de desenhar uma história escrita por Harvey Pekar…Seria uma honra…e acho que ele também gostaria…Eu não gostava muito dos desenhistas que faziam suas histórias…Eu gostaria de me ver desenhando American Splendor.Hehe.
Vejo onde ele mora.Cleveland.Entro na internet e procuro uma lista telefônica de lá.Acho.Encontro o nome: Harvey L Pekar.É ele.Tem que ser.Harvey Lawrence Pekar!
Encontrei.Penso em ligar.Fico com medo.Deixo pra depois.Tenho medo dele me xingar.Deixo pra ligar depois da viagem pra Curitiba, o N Design.Primeiro dia que chego sofro mais que um camelo não agüento ficar alojado nas barracas e peço socorro para um bom amigo que tenho em Curitiba, Pe. Job, kenyano.Meu anjo de Curitiba.
Segunda feira passa.Duro mas passa.Terça-feira Harvey Pekar é encontrado morto no seu banheiro em Cleveland.Ele tinha 70 anos.Fiquei muito triste.Que fiz?Nada.O que eu poderia ter feito alguns dias atrás e não fiz?Ligado pra ele.Agora, nunca mais.
Descanse em paz Harvey Pekar, um dos maiores responsáveis pela maturidade nas histórias em quadrinhos do mundo.

Poco vira.

Sem muita pegada…desanimado por causa da falta de tempo pra desenhar e de que quando não há essa falta, não sai desenho bom…

estamos aí.

Filme final para a matéria de Semiótica.Vejam.É tosco mas é de coração.