Capas.

Juntei em um único post as capas dos últimos quadrinhos que lancei. Qual a sua capa favorita?
(Eu sei que o Bruno Zago odeia a capa de Solzinho, mas eu acho que é a minha favorita, vai entender, né? Eu gosto da simplicidade que essa capa tem. Com a redução máxima de detalhes.)

Ansiedade recorrente.

Fui convidado a criar uma história para a revista digital de psicanálise “Lacuna”. Quem me convidou foi o psicólogo de graduação e psicanalista de linha de atuação, Diego Penha. E assim criei “Recorrente”. Contando algumas andanças pelo mundaréu da ansiedade e os excêntricos terapeutas que me ajudaram.

Existe um tabu violento em relação à terapia. E isso é bobagem. Todo mundo precisa de ajuda.
E a única coisa que me salvou de mim mesmo foi a terapia.
Recomendo muito. Sempre.

Aqui vai o link da revista:
Charge | Recorrente

Clareia / Shine on you

Clareia.
Anna Tréa é uma dessas pessoas iluminadas.
Seu primeiro disco nasceu todo solitário. Ela gravou sozinha todas as músicas. Todos os instrumentos. Ela é foda.
A primeira vez que a ouvi, foi por acaso. Se não me engano, foi um desses posts patrocinados do Instagram que mostrava o perfil do MiniDocs.
Foi esse vídeo:

Eu fiquei maluco. Olha ESSE VIOLÃO! É uma quebradeira maravilhosa que ela faz com o instrumento. Na mesma hora fui atrás.
E descobri o disco Clareia.
Baita disco bonito. Sincero.

Daí, um belo dia eu fui assistir, como plateia, o Conversa com Bial.
Meu amigo, Guilherme Lorandi me convidou e eu fui com ele.
Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá seriam os entrevistados ao lado do Ivan Reis e da Bilquis Evely (QUE FOI OUTRA INCRÍVEL DESCOBERTA!! Essa moça desenha muito!!)

Enquanto a gente esperava tudo começar, a banda passava o som. E eles tavam passando Daytripper. E a hora que eu olhei a guitarrista, eu tive a impressão de que a conhecia.
Pois é, eu nem sabia disso, mas a Anna é guitarrista da banda do Bial. Esse é um dos únicos problemas de não ter mais televisão. A gente fica completamente alheio a esse universo da “télinha”.

Na mesma noite eu mandei uma mensagem pra ela dizendo da minha ignorância de não saber que ela trampava na “Grobo”.
Enfim, depois de uns papos, ela escreveu uma frase sobre “Semilunar” que foi para a quarta capa. A frase que ela escreveu tem uma brincadeira sutil com o jogo de palavras e com a trama do gibi que eu, mais uma vez pensei: “A Anna é foda!”

E daí ela me convidou para criar algo a respeito do seu disco.
Ela irá fazer uma exposição esse ano (2018) com artistas fazendo obras relacionadas ao álbum “Clareia”.
E eu fiz essa história.
Muda.
Mas cheia de som.

Clareia.

Se quiser ouvir o disco “Clareia”, se liga:

Ilustrações, animações e 2018.

Essas foram algumas das ilustrações que eu fiz no ano passado…
Algumas viraram poster, outras foram encomendas e outras foram por pura diversão.

Agora que a tendinite melhorou, eu não consigo parar de desenhar.
Parece que estou correndo atrás do tempo perdido. E acabo esquecendo de postar muitas delas.

E 2018?
Pois é, muitos projetos em mente, muita coisa acontecendo.

Ah! Também saíram as outras animações de Semilunar que foram dirigidas pelo Caio Bucaretchi.

Semilunar


Semilunar, meu novo livro está pronto!
Nesse mês de novembro será o lançamento e logo postarei datas, horários e locais.

É um projeto que eu tenho muito orgulho e com certeza é o meu trabalho mais completo até agora.
Além do livro em si, também haverão animações que “continuam” o que aconteceu no gibi.
Essas animações serão extensões do livro.

O livro será publicado pela Balão Editorial.

Estarei na CCXP com essa belezura e quero ver todo mundo lá!

Por enquanto, se liga na primeira animação:

Essa canção faz parte da HQ e foram canções compostas por mim exclusivamente para o livro.

“Semilunar” conta momentos da vida de Maria, uma menina que nasceu gaga e sua mãe a ensina, desde criança, a criar poesias que respondem à questões comuns, como agradecer a alguém por ser gentil. Como pedir desculpas. Como enfrentar uma ofensa.
A vida de Maria é feita de retalhos de canções populares e de suas próprias canções.

Agridoce é a primeira de quatro dessas canções que a personagem canta e que estão no meu gibi “Semilunar”.

“Semilunar” foi um dos projetos selecionados do Proac 2016.

CRÉDITOS:
Voz: Larissa Sartori
Violão: Camilo Solano
Gravação: Aldo Solano

Direção da animação feita por Caio Bucaretchi:
http://caiobucaretchi.com/

Animação de personagem por Clément Masson:
https://vimeo.com/user37485991

Site da Balão Editorial:
http://www.balaoeditorial.com.br/

Para COMPRAR O LIVRO:
[LINK EM BREVE]

Posada.

A melhor parte de ir em eventos de quadrinhos como a Comic Con Experience ou o FIQ, é a interação que acabo tendo com muita gente diferente e ter a possibilidade de trocar experiências com essas pessoas incríveis.
Em 2015, eu estava lançando “Desengano” na CCXP e logo nas primeiras páginas, tem uma citação:
“O que eu sou, eu sou em par.”

Um cara chegou na minha mesa, folheou o gibi todo, quando viu essa citação, disse: “Ah! Eu vou querer esse gibi cara, você tá citando o Posada nessa HQ, deve ser boa pra caralho!”
Fiquei feliz e surpreso.
-Pô, você conhece Posada?
-Porra! Pra caramba, eu sou do Rio e ele tem uma banda foda lá. Chama Posada e o Clã, conhece?

Não conhecia. E ele me falou bem demais dessa banda. O que eu sabia do Carlos Posada até então, era da parceria dele na faixa “Castanho” do disco Carbono do Lenine.

Eu terminei Desengano quase na mesma época que estava saindo esse disco e quando fui ao show de lançamento no SESC Pinheiros, era no refrão de Castanho que ele dizia:
“O que eu sou, eu sou em par”.

Essa frase casava com tudo que tinha em Desengano, era a frase que abriria a história, com certeza, então eu peguei o arquivo antes de mandar pra gráfica e adicionei essa frase.
Para mim, sintetiza a HQ, sintetiza muito o que eu sou.

Quando voltei pra casa depois do evento, resolvi tomar vergonha na cara e procurar mais sobre o tal Carlos Posada. Eu achava que era um velho, não sei por que, talvez pela maturidade na letra, pela poesia tão forte naquela canção.

E eis que encontro esses dois vídeos que me explodiram a cabeça:

As músicas eram ótimas e o Posada não era velho.
Eu adorei.
Não gosto de muita coisa que se toca hoje, muitas das novas bandas e compositores, para mim, estão só tentando imitar seus ídolos e falta muita identidade.
E o Posada quebrou tudo isso! Puta som sincero.

E então começamos a trocar ideias. E além de ser um puta poeta, ele é um cara gente fina demais.
Conversamos muito. Na época ele tava gravando um disco novo e me pediu uns desenhos. Enquanto ele me mandava as músicas, eu mandava desenhos e foi nascendo uma energia muito boa na medida que a coisa evoluía.

Acabou não rolando a ilustração para o disco, mas o processo foi bom mesmo assim.
Fiquei satisfeito com a arte que produzi e o disco dele ficou muito bom.
Então, se ainda não conhece Carlos Posada, taí uma boa oportunidade para ouvir um som foda!

Esse é o disco, Isabel: